Sobre Paul Brunton - Vida e Obra


Paul Brunton foi um filósofo, místico e viajante. Nasceu em 21 de outubro 1898 recebendo nome de batismo como Raphael Hurst. Desencarnou em 27 Julho de 1981.


‘Paul Brunton é considerado um ser humano raro de se ter hoje em dia: um sábio.’

Foi um filósofo britânico, místico e viajante. E sua profissão usual era como jornalista e livreiro.

Durante a infância e adolescência, estava sempre em contato com alguma forma de estudo e inspirações através de volumes, como pelas Cartas de São Paulo e romances ocultistas e filosóficos. Praticou a meditação, e apesar de alguns sucessos, teve várias decepções em sua busca, o que o deixou em desolação e angústia espirituais, levando até a ver as coisas com ceticismo. Este foi um bom condicionamento, pois permitiu que futuramente tivesse visão clara e racional, sabendo separar a pureza dos ensinamentos sagrados, do fanatismo reinante e da irrealidade que muitos ensinamentos antigos, e ainda atuais, pregaram. Soube separar o “joio do trigo” com total compreensão e inteligência.

Durante sua carreia jornalística, escrevia inúmeros artigos sob vários pseudônimos, como Raphael
Meriden e Raphael Delmonte. Posteriormente ele adotou o nome Brunton, Paul ou, PB, como apreciava ser chamado.


(KarenTottrup- esposa)
(Kenneth Hurst - filho)
Não gostava de compartilhar sua vida pessoal, mas sabemos que ele contraiu matrimônio e deste gerou um filho, que foi um dos divulgadores de suas obras: Kenneth Hurst (1923-2009). PB divorciou-se quando Kenneth tinha ainda cerca de seis anos de idade. No entanto, ele permaneceu em contato regular com seu pai que lhe dava tanto conselho espiritual como mundano. 




Onde PB foi um autor, Kenneth envolveu-se com os negócios da publicação, sendo presidente da divisão Overseas do Prentice Hall e, assim, passou muitos anos viajando para vários países em nome da Prentice Hall e seus autores. Kenneth era ativo em muitos grupos cívicos e falou muitas vezes sobre as ideias encontradas nas obras da OP, em termos que fossem mais familiares para os seus colegas. Dava palestras para diversos grupos espirituais em todo o mundo sobre os ensinamentos de PB, e ensinava por seu próprio juízo, como aplicar essas ideias na vida diária.
  


Ele visitou PB na Suíça com bastante regularidade e esteve presente em sua morte, junto com Paul Cash. Depois desta grande perda, ele se envolveu com a comunidade de Goldenrod e fez muito para ajudar a criar a PBPF. Kenneth tem atribuído muitos dos direitos de vários livros, garantindo assim que todos eles permaneçam em impressão por muito tempo ainda.
PB parece que teve ainda outro relacionamento, mas dedicou-se exclusivamente a vida espiritual e ao trabalho que ele desenvolveria neste mundo. 

Após o período conturbado da Primeira Guerra da qual ele a serviu em uma divisão de tanques, saiu deste episódio e dedicou-se a carreira jornalística. Trabalhando como livreiro por volta de 1920 em Bloomsbury, na The Atlantis Bookshop, ficou em contato com diversos livros ocultistas e filosóficos, o que lhe ajudou no cultivo ao estudo do misticismo, partindo em busca de origens mais claras acerca da existência.

Durante um tempo de crise em sua vida, e além disso com sua sensibilidade mística e oculta, tomou uma clara decisão de viver um período entre iogues, místicos, homens santos e mulheres santas, estudando com abertura e dedicação aos ensinamentos esotéricos orientais e ocidentais. Foi no início dos anos de 1930, que Brunton embarcou na Índia. Depois partiu para o Egito e depois à diversos países.




Neste período rico em sua vida, esteve em contato com instrutores como Meher Baba, Sri Shankaracharya de Kancheepuram e Ramana Maharshi. Quando Brunton contatou Shankaracharya de Kanchipuram, ele foi imediatamente encaminhado para conversar com Sri Ramana.
Brunton então passou um período de diversas visitas ao ashram de Sri Ramana, com diversos colóquios e singulares momentos que lhe permitiu auscultar mais o seu interior... Durante uma destas visitas acompanhado por um monge budista, Swami Prajnananda, Brunton perguntou a Ramana:  "Qual é o caminho para a realização de Deus?" E Ramana lhe respondeu: “Perguntando – ‘Que sou eu?’ Busque a natureza de seu Ser."

A partir deste momento, Brunton, como os seus estudos, introduziu muitos ensinamentos de Ramana Maharshi para o Ocidente em muitos de seus livros, como o A Índia Secreta e o Caminho Secreto.
(Sri Ramana e PB)
Brunton passou por uma experiência única para sua vida, durante um destes encontros e estudos com Ramana. Estando um dia com Ramana e seus discípulos, Brunton teve uma experiência de iluminação genuína que lhe mudou para sempre. Ele narra a seguinte situação:

         “Encontro-me fora da consciência mundial. O planeta que até agora me abrigou desapareceu. Eu estou no meio de um oceano de luz ardente. Este último, eu sinto um pouco do que penso, que é o material primordial a partir do qual os mundos são criados, o primeiro estado da matéria. Ela se estende longe no espaço infinito indizível, e é incrivelmente viva.”


(Sri Krishna Raja Wadiyar IV)




Já durante o período da Segunda Guerra Mundial, PB viveu na Índia hospedado na casa do marajá de Mysore, Sua Alteza Sri Krishna Raja Wadiyar IV.
Brunton dedicou um de seus livros a este amigo, “A Busca do Eu Superior” e quando este faleceu em 1940, Brunton esteve presente em seu funeral. Logo após, PB foi proibido de visitar o ashram Sri Ramana Maharshi, mas mesmo assim manteve ligação interna com este Mestre.

Paul Brunton então empreendeu novas viagens, e passou por um período agitado de produção de artigos e livros, ao qual foi compelido a escrever. Mas viveu mais de forma reclusa.



Grande amante da Natureza, passava períodos em aprazível contato com os reinos da natureza em florestas, em retiros, em silêncio, em meditação e união com seu Ser interior. Após duas décadas de escritos, Brunton aposentou-se da publicação de livros e dedicou-se a escrever ensaios e notas em seus períodos de reclusão.

Visitou alguns países, porém se fixou em Vevey, na Suíça para viver seus últimos anos.
Faleceu em 1981. No tempo que ele permaneceu neste país desde a última publicação de seu livro em 1952, ele havia escrito cerca de 20.000 páginas de escritos filosóficos...

Um amigo de longa data de Brunton, o filósofo Anthony Damiani, coordenou uma equipe de pessoas para que fosse iniciado a publicação destes artigos. O mesmo foi ordenado e disposto em 16 volumes em 1984, pelo editor sueco-americano Robert Larson. O material está disponível, mas ainda infelizmente não foi traduzido para o português!

Grande parte dos estudiosos mantêm certa distância de PB por não o considerarem como um autêntico instrutor espiritual, porque muitas vezes ele contestava e mostrava às claras aquilo que era velado ou, apontava falhas e erros absurdos em certas filosofias espirituais. Outras vezes obtemperava pensamentos e conduta inábil de muitos estudiosos e até mestres de grupos.
Muitos não o creditam como o introdutor da Yoga para o Ocidente, por causa da existência de outros instrutores como Blavatsky, Vivekananda e Yogananda. Estes tem uma posição de renome diante da teosofia e yoga para o Ocidente. Nenhum outro escritor, mas apenas Brunton, declarou que o Mentalismo é a doutrina esotérica do Oriente. Mas para aqueles que estão a par de suas obras, terão plena certeza que ele ultrapassa até mesmo certas filosofias e pessoas dedicadas ao caminho espiritual, de forma gentil e humilde.

Combinando o seu próprio inquérito interno com as antigas tradições e ensinamentos contemporâneos, PB desenvolveu uma filosofia para atender o século 21, mergulhada na maior sabedoria e amor para a humanidade, buscando a Sabedoria da Mente Pura e do Amor de nosso próprio Eu Superior.
 
(PB e Juni Elger da Czechoslovakia)





Vemos que PB teve praticamente uma vida inteira dedicada a investigação interna e externa do ser humano e sua existência espiritual. Paul Brunton habilitou-se como nenhum outro a trazer os ensinamentos secretos do Oriente para o Ocidente e torná-los compreensíveis para o coração, mente e alma do homem moderno. PB desvendou as verdades espirituais que flui através de todas as religiões e filosofias.

Seus escritos fornecem aos buscadores espirituais de todas as religiões, assim como pensadores independentes, um guia completo de beleza e graça que impulsiona qualquer um para frente, para encontrar o maior de todos os tesouros, o nosso próprio Eu Superior, alma ou Ser Imortal!




Com seu senso de direção espiritual extremamente polido, seu cavalheirismo e clássico humor britânico, humildade e audaz inteligência, são apenas pinceladas desta personalidade que existiu e colaborou muito na iluminação deste mundo. Não podemos descrevê-lo e nem compreender ainda o que representou para nós. De onde ele estiver, seus ensinamentos de outrora estão tão vivos e atuais para este momento planetário, que só podemos nos remeter a ele sentimentos de agradecimento e respeito, e tomar a iniciativa de nos abrir ao nosso Eu Superior. A ajuda temos inúmeras!

Se quiser saber mais sobre a vida e obra, leia na Fundação PB



4 comentários:

  1. Boa noite
    Reverências
    Paul Brunton foi um ser extraordinário, uma grande referência para a Humanidade

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    1. Gratidão Manuela pela visita.

      Sim, PB, uma das grandes Luzes que passaram neste mundo.

      Seja bem-vinda!

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