quarta-feira, 16 de maio de 2018

Quando o ensinamento de que você inevitavelmente receberá o resultado de suas ações for aceito por satisfazer a necessidade racional de entendimento e a necessidade emocional de justiça; quando essa ideia calar mais profundamente no coração e proporcionar uma clareza intelectual; quando a veracidade desse ensinamento for reconhecida e sua justiça trouxer alento; quando ela começar a se tornar dinâmica na sua visão de mundo, ela inevitavelmente passará a influenciar sua vida exterior, e não mais deixará de fazê-lo. Quando isso aparentemente não acontece, é sempre porque a aceitação é apenas superficial e verbal, ou porque o egoísmo inato e a paixão sem controle dominam o subconsciente. No primeiro caso, a doutrina é conhecida apenas por meio de uma tradição decadente ou pela repetição de chavões, o que com frequência ocorre no Oriente. Pela sua aceitação convencional, ela jamais se transformou em uma convicção profunda e, consequentemente, perdeu muito de sua força ético-disciplinar. No segundo caso, os complexos estão em ação sem que a pessoa perceba, impedindo-a de dar o devido valor à doutrina. Diante disso, é evidente que, em última análise, tenhamos a tendência a fazer o que pensamos e sentimos.


Paul Brunton
O Que é o Karma?


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