quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Eterno Eu Superior!


O Eu Superior não deve ser alcançado apenas em transe; ele deve ser conhecido em plena consciência de vigília. O transe é apenas a fase mais profunda da meditação, que por sua vez é um instrumento para ajudar a preparar a mente a descobrir a verdade. 


A yoga não provê a verdade diretamente. O transe não faz mais do que concentrar a mente perfeitamente e torná-la completamente calma. A realização poderá vir depois que a mente estiver nesse estado e depois que ela tiver começado a investigar, com tal instrumento melhorado, sobre verdade.


Deve ser lembrado que o vislumbre não é o objetivo da vida. Ele é um acontecimento, algo que começa e termina, mas algo que é de imenso valor, contribuindo para a vida filosófica, para a sua consciência do dia-a-dia, para a sua natureza comum e estável. A vida filosófica está estabelecida de forma contínua e permanente na presença divina; o vislumbre vem e vai dentro dessa presença.


O vislumbre é excepcional e emocionante; mas sahaja, o estado estabelecido, é comum, normal, de todos os dias. O vislumbre tende a nos retirar da atividade, mesmo que apenas por alguns momentos, enquanto que em sahaja não temos que parar a nossa atividade externa.


Paul Brunton
O Caminho Breve

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