domingo, 8 de outubro de 2017

O defeito de memória da humanidade...

Milhões de cristãos repetiram a frase: "Que o teu nome seja santificado!" Que significa? Que não devemos formular nenhum pensamento, nenhuma palavra, nenhuma frase que separe Deus de qualquer coisa, que conheçamos ou possamos imaginar, incluindo nós mesmos. 

Devemos procurar sentir a santificação de Deus sem tentar separá-lo do que quer seja ou de quem quer que seja, visto que Deus está finalmente em toda parte e em tudo. Existe um mundo de existência real que a humanidade ainda tem de procurar e amar, tal é a missão não escrita que nos fixou a vida; tal a significação da existência terrestre para todos nós.

É inútil formular ideias tão distantes a respeito de uma realidade semelhante à sombra, numa época de transtornos mundiais sem precedentes, quando a maior parte dos que as leem não sentirão provavelmente sua verdade e, ainda menos provável, não compreenderão esta verdade durante esta encarnação presente? Sim, sem dúvida, porém elas são escritas para o pequeno número que tem necessidade delas e também na crença de que penetrarão profundamente nas mentes conscientes de algumas outras em que soprarão sob as brasas de um passado há muito tempo esquecidas, chamando à atividade camadas de memória enterradas muito abaixo. Finalmente os sofrimentos experimentados hoje em semelhante escala pela humanidade são devidos a um defeito de memória. A humanidade esqueceu realmente o que é, donde vem e para onde vai. Uma das metas deste livro* é ajudar a reencontrar esta memória, porque o que começa como reminiscência terminará como reconhecimento.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior*

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