quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Dissolvendo o mal do mundo

A civilização deve mudar; o melhor é colaborar com o destino para determinar a natureza desta mudança. Manifestamente será necessário sobrepujar obstáculos himalaianos e esta perspectiva desencoraja muitos homens. É muito fácil adotar uma atitude negativa. Mas é pouco provável que um homem tenha êxito ao dar cumprimento a uma tarefa eriçada de dificuldades, se considera apenas estes óbices. 

A filosofia ensina que não se pode julgar bem uma situação ou tarefa senão examinando-a em todos os seus aspectos, brilhantes ou sombrios, e a interpretação correta dos princípios da existência manda que nos fiemos em nossos recursos latentes e não nos abandonemos a uma inércia culposa. Se o quisermos, podemos transformar o teórico em real. O modo de libertar o mundo de seus sofrimentos não é desesperando-se, mas esperando.

A crise da humanidade é pesada em seu destino, mas não é obrigatoriamente fatal. A maior parte do karma vingador que nos conduziu à situação atual já se acha gasta. O que resta dele pode ser modificado pela criação de uma nova corrente kármica contrária que, se se tornar suficientemente poderosa, deslocará a anterior. Se fôssemos mais avisados, mais arrependidos, esta nova corrente poderia tornar inoperantes algumas das forças em ação (não todas).


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

Nenhum comentário:

Postar um comentário