segunda-feira, 22 de maio de 2017

"Quando somos colocados face a face com as consequências de nossos erros, gostaríamos de evitar o sofrimento ou, pelo menos, diminuí-lo. 

É impossível afirmar com precisão até que ponto isso pode ser feito, pois depende em parte da Graça, porém depende também em parte de nós mesmos. 

Podemos contribuir para modificar, e algumas vezes até mesmo eliminar as consequências negativas, se tivermos a determinação de tomar atitudes opostas. 

Primeiro, temos que absorver profundamente as lições ensinadas por nossos erros. Não devemos culpar nenhuma outra pessoa ou coisa a não ser nós mesmos, nossas próprias fraquezas morais e nossas enfermidades mentais, não dando nenhuma oportunidade de nos auto-iludirmos. Devemos sentir toda a dor do remorso e cultivar pensamentos constantes de arrependimento. Em segundo lugar, devemos perdoar as faltas que outras pessoas tenham cometido contra nós, para que possamos ser perdoados. Isso significa que não devemos ter nenhum sentimento negativo em relação a nada nem a ninguém, quaisquer que eles sejam. Terceiro, devemos refletir constantemente sobre o que conduz à direção oposta a de nossos erros e agir de acordo. Quarto, devemos nos comprometer por um voto sagrado a tentar nunca mais cometer as mesmas faltas. Se realmente cumprirmos essa promessa nós, com frequência, a traremos para a mente e a memória, renovando-a e mantendo-a sempre viva e presente. Tanto a decisão de não repetir o erro quanto o compromisso assumido devem ser tão intensos quanto possível. Quinto, se houver necessidade, e se quisermos fazê-lo, podemos orar para o Eu Superior invocando sua Graça e perdão com relação a essa questão; porém, não devemos nos valer de uma oração como essa de forma leviana. Ela só deveria ser feita por inspiração de um profundo impulso interior e sob a pressão de uma situação externa difícil."


Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem


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