quarta-feira, 26 de abril de 2017

O verdadeiro mestre

"O verdadeiro mestre não pede aos discípulos que morem em algum ashram, mas que se unam a ele. E ele é, em seu próprio julgamento, um ser mental e não um ser físico. Portanto, podem encontrá-lo em pensamento em qualquer lugar. A necessidade de viver num ashram com ele é ilusória. É preciso apenas um único encontro entre ele e o discípulo. Fisicamente, esse encontro pode atingir seu propósito em poucos minutos. Daí para diante, eles podem permanecer fisicamente afastados, e mesmo assim, o trabalho interior continua a se desenvolver. Porque a relação entre eles é basicamente mental, e não física. 
Até mesmo na vida comum observamos que o verdadeiro amor, ou a verdadeira amizade, é uma afinidade mental e não uma mera proximidade física dos corpos. A intensa fé do discípulo e a veneração emocional pelo mestre — por mais distantes que possam estar um do outro — mais a necessária maturidade mística criarão telepaticamente uma verdadeira associação. Mas sem elas. sua graça é como uma fagulha caindo na pedra, não numa mecha. 
Além disso, pelos poderes superiores de sua mente, o adepto pode realmente ajudar os devotos a distância, mesmo que nunca frequentem seu ashram. Os que vivem num ashram podem obter dele apenas aquilo que conseguem absorver em seu ser interior. Mas, os que não vivem num ashram podem fazer exatamente a mesma coisa. Perceberão que sua presença-pensamento é tão eficaz quanto sua presença física."

Paul Brunton
A Busca



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