sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

...Profetas Maiores

" Muitos escritos falaciosos, nascidos da emoção, e a crença resultante deles prevalecem nos círculos místicos orientais e ocidentais. Deve-se colocar a questão: se um mestre morto é tão bom ou — como um ashram do sul da índia afirma agora — até melhor que um vivo, por que os mestres dão-se ao trabalho de reencarnar se podem exercer sua influência ou dar seu treinamento com a mesma eficácia ficando onde estão? Essa questão se aplica não apenas a instrutores menores, de pequenos grupos e menos conhecidos, mas também a profetas maiores como Buda e Jesus.

E aí que surgem parte da confusão e muito da ilusão. As pessoas geralmente são levadas pela sociedade, incluindo seus pais, a adotar e seguir um desses Profetas maiores. Isso acontece, até certo ponto, por causa da crença de que ainda mantêm contato com elas lá de um mundo divino, até certo ponto por causa da aceitação incontestada de sua revelação, e até certo ponto por causa da necessidade social de se pertencer à irmandade de uma igreja organizada. A revelação e a igreja sobrevivem à morte do profeta, e assim permanecem disponíveis para ajudar os seguidores nascidos em séculos posteriores. Mas o veículo por meio do qual ele foi capaz de comunicar-se diretamente, o intelecto e o corpo — ou seja, o ego —, cessou de existir. Não há mais possibilidade dessa comunicação. Quando parece ocorrer, a imagem mental do profeta foi assumida pelo Eu Superior do devoto para satisfazer sua exigência e necessidade. É obvia a utilidade de um mestre vivo para os que não tem essa experiência ou para os que não estão ligados a um mestre morto. "

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