sábado, 2 de dezembro de 2017

Todos em Um






A experiência humana é o resultado final de um processo de inter-reação, uma tela fiada conjuntamente com um espírito comum em que residem e pensam todos os seres humanos que reside e pensa neles. Todo a mundo em si é o produto da combinação de uma imaginação cósmica e de uma imaginação individual.




Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Filosofia, nossa mais brilhante esperança

A filosofia oferece a todos uma experiência suprema maravilhosa e constitui nossa mais brilhante esperança.

Todas as palavras são miseráveis diante desta grande experiência que um dia toda a raça humana conhecerá; e todos os que estudam com sinceridade e perseverança podem conhecê-la desde já.

É portanto um erro crer que a vida exterior, a existência pessoal, as relações sociais do estudante filósofo possam sofrer uma espécie de mutilação ou de diminuição. Elas se enriquecerão e se alargarão, contrariamente às expectativas malsãs, pois, com efeito, o espírito deve fazer descer, neste mundo de espaço e de tempo, um pouco desta grandeza bem-aventurada, deste milagre permanente que percebe no seu mundo transcendental. 

Embora o Real no absoluto e na sua pureza se encontre permanentemente como um Vazio, além do mundo manifesto e relativo, não será menos paradoxalmente a fonte e a inspiração dos valores mais altos que este contém. O estudante acha pois, na filosofia, em função de suas tendências interiores e das circunstâncias exteriores, o que não encontra no ascetismo místico: um poderoso impulso para criar novos valores na arte, na literatura, na civilização e no trabalho, na instrução e na política, bem como na economia e na indústria; em suma, em todos os campos da atividade humana.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior



terça-feira, 10 de outubro de 2017

Atividade característica da Mente-Mundial...

Umas das implicações mais importantes do mentalismo é o poder de concentrar o pensamento de maneira a afetar esta experiência exterior.

O construtor obtém os planos de um arquiteto, mas este obtém as ideias de sua própria imaginação.  

O nosso estudo sobre o nascimento do Universo nos mostrou que a primeira atividade característica da Mente-Mundial é construir imagens. Suas formas criadoras nada mais são que vibrações no interior de sua própria substância mental.

Levamos uma atividade paralela em nosso modo limitado e finito. Quando formamos uma imagem mental ou uma ideia abstrata, elas nascem, uma e a outra, de uma substância-energia intangível e invisível.

Se compreendermos que o drama do mundo se desenvolve apenas na mente, entenderemos também que o karma nos devolve, no fim, nossas próprias imagens e ao mesmo tempo as compensações agradáveis ou penosas que elas comportam.

Se nossa ambiência presente não é outra coisa que nossos antigos pensamentos que nos fazem voltar, não podemos repelir toda a responsabilidade em sua qualidade e forma. É preciso que pensemos com justeza e aprendamos o mais possível. Não são as ideias que atravessam a consciência, de maneira efêmera, o que importa, mas a tendência do pensamento habitual, as ideias que voltam constantemente e recebem um dinamismo poderoso de nossa fé e da nossa vontade. A imaginação intensa torna-se, assim, uma matriz na qual, com os ajustamentos reclamados pelo karma e a evolução, são moldados ao mesmo tempo o meios e os acontecimentos. As imagens mentais e as ideias racionais que retornam com frequência, e durante muito tempo, e com mais força na consciência, podem ajudar a nos elevar à nobreza espiritual e a harmonia neste mundo, ou então podem nos degradar, quando negativas, à baixeza espiritual e à discordância com o mundo.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Alguns frutos da filosofia



Se o Universo não tivesse saído da essência divina, nenhuma das criaturas que contém poderia verdadeiramente esperar atingir um estado mais divino. Mas, sendo ele, na verdade, a manifestação da Mente Mundial, e as criaturas, sendo da mesma substância sagrada, todas as criaturas vivas hão de sentir, por força, o desejo de iluminação ulterior. Aí está a razão de sua maior esperança, a sua melhor segurança de que poderão encontrar um dia o Eu Superior. Daí a relação íntima com este, que constitui uma garantia suficiente de que podem obter sua ajuda.



Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

domingo, 8 de outubro de 2017

O defeito de memória da humanidade...

Milhões de cristãos repetiram a frase: "Que o teu nome seja santificado!" Que significa? Que não devemos formular nenhum pensamento, nenhuma palavra, nenhuma frase que separe Deus de qualquer coisa, que conheçamos ou possamos imaginar, incluindo nós mesmos. 

Devemos procurar sentir a santificação de Deus sem tentar separá-lo do que quer seja ou de quem quer que seja, visto que Deus está finalmente em toda parte e em tudo. Existe um mundo de existência real que a humanidade ainda tem de procurar e amar, tal é a missão não escrita que nos fixou a vida; tal a significação da existência terrestre para todos nós.

É inútil formular ideias tão distantes a respeito de uma realidade semelhante à sombra, numa época de transtornos mundiais sem precedentes, quando a maior parte dos que as leem não sentirão provavelmente sua verdade e, ainda menos provável, não compreenderão esta verdade durante esta encarnação presente? Sim, sem dúvida, porém elas são escritas para o pequeno número que tem necessidade delas e também na crença de que penetrarão profundamente nas mentes conscientes de algumas outras em que soprarão sob as brasas de um passado há muito tempo esquecidas, chamando à atividade camadas de memória enterradas muito abaixo. Finalmente os sofrimentos experimentados hoje em semelhante escala pela humanidade são devidos a um defeito de memória. A humanidade esqueceu realmente o que é, donde vem e para onde vai. Uma das metas deste livro* é ajudar a reencontrar esta memória, porque o que começa como reminiscência terminará como reconhecimento.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior*

sábado, 7 de outubro de 2017

O Vazio original

A Mente-Mundial emergiu da Mente e o universo emergiu da Mente-Mundial. 
De passagem, não atribuamos muita importância à preposição "de", utilizada por falta de um termo melhor. 

O universo nunca está fora da Mente-Mundial, assim como este não se separa nunca da Mente.
Toda palavra, possuindo um sentido espacial, é imprópria. Em seu primeiro aspecto, a Mente-Mundial é não-consciência, enquanto que no segundo, ela é a consciência integral. No primeiro, entrega-se inteiramente a si mesma; no segundo, consagra-se a pensar no que lhe parece como "outro". 

Se podemos considerar a Mente-Mundial como um pensamento da Mente-Essência e o universo como um pensamento da Mente-Mundial, este universo será desde então um pensamento num pensamento!

O Vazio original se torna a Mente-Mundial; não o cria. A Mente-Mundial se torna ao mesmo tempo o mundo e o homem e não os cria. A mente do homem se torna seus pensamentos e não os cria. Assim acaba o círculo da continuidade. Do mesmo modo que é o mesmo elemento que se manifesta em forma de vapor, de água e de gelo, assim é a única e mesma Mente que se manifesta como Mente-Mundial e universo sólido.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sobre o Vazio

A concepção intelectual do Vazio parece sempre austera demais, no sentido humano. 

Ela se associa (sem razão, é verdade) com a do frio da morte e do silêncio dos cemitérios.

Esta reação provém do materialismo inerente aos sentidos, da incapacidade de olhar além do que se vê, se sente, se gosta, ou se toca. 
Pouca gente pode, no começo, olhar de frente esta concepção do Vazio, sem sentir arrepios. 
É, entretanto, necessário familiarizar-se com ela antes de poder passar ao grau de entendimento seguinte. Seria um erro interpretar o termo Vazio somente no sentido niilista ou negativo.

Embora pareça paradoxal, o Vazio tem um sentido positivo também. Se o Absoluto é de tal forma afastado de tudo o que conhecemos em existência, não podemos, entretanto, classificá-lo de NADA.

Ele existe positivamente, embora não tenha existência individual. Esta noção é inacessível para a inteligência, é só o será a uma alta faculdade de penetração. Porque é a natureza real de todos nós e se alguns tiveram conhecimento dela no passado, eles existiam certamente e o que eles sabiam não era inexistente, pelo que se conclui que devia possuir um gênero de ser. Segundo um texto tibetano de nosso ensino: os homens criaram o tempo a partir do Vazio, e pertenciam, eles próprios, ao Vazio. Os que compreendem isto podem mergulhar profundamente no elemento do Nirvana que transcende à relatividade.


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Uma inspiração para a Busca

Na história espiritual do indivíduo há sempre um momento em que, por exemplo, um luto cruel, uma grave perda, o naufrágio de suas ambições, uma doença física, vem enfraquecer seu gosto pelo mundo e diminuir sua vontade de viver. 


Por um momento se afasta dos prazeres sensuais e deixa planar uma nuvem de tristeza em sua alma.  Esta nuvem passa, naturalmente, mas inspira o desejo de reencontrar satisfações independentes das coisas exteriores e faz começar a pesquisa da realidade interior.



Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Dissolvendo o mal do mundo

A civilização deve mudar; o melhor é colaborar com o destino para determinar a natureza desta mudança. Manifestamente será necessário sobrepujar obstáculos himalaianos e esta perspectiva desencoraja muitos homens. É muito fácil adotar uma atitude negativa. Mas é pouco provável que um homem tenha êxito ao dar cumprimento a uma tarefa eriçada de dificuldades, se considera apenas estes óbices. 

A filosofia ensina que não se pode julgar bem uma situação ou tarefa senão examinando-a em todos os seus aspectos, brilhantes ou sombrios, e a interpretação correta dos princípios da existência manda que nos fiemos em nossos recursos latentes e não nos abandonemos a uma inércia culposa. Se o quisermos, podemos transformar o teórico em real. O modo de libertar o mundo de seus sofrimentos não é desesperando-se, mas esperando.

A crise da humanidade é pesada em seu destino, mas não é obrigatoriamente fatal. A maior parte do karma vingador que nos conduziu à situação atual já se acha gasta. O que resta dele pode ser modificado pela criação de uma nova corrente kármica contrária que, se se tornar suficientemente poderosa, deslocará a anterior. Se fôssemos mais avisados, mais arrependidos, esta nova corrente poderia tornar inoperantes algumas das forças em ação (não todas).


Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O Eu Superior no coração...

Por existir em cada homem o Eu Superior, a graça existe em estado potencial. Quando nele desperta, dá-lhe imediatamente a consciência de mudança enorme no sentido em que opera; trata-se da mutação moral, física, sentimental ou material. Esta potência é tal que pode frequentemente destruir seu equilíbrio no domínio sentimental ou intelectual.

O Eu Superior não está muito longe, além do coração. Se se julga de outra maneira, é uma ilusão, da qual devemos libertar-nos para a busca metafísica ou a prática mística. A afirmação de que Deus reside no coração do homem não é somente de caráter poético, mas de caráter científico. E, portanto, o nascimento da graça é primeiro sentido no coração, não na cabeça, porque o coração é o mais íntimo habitat no corpo humano.

Ela se manifesta de dois modos: primeiramente, por um sentimento que faz considerar a vida exterior como insuficiente por si mesma; em segundo lugar, por um desejo ardente da realidade interior. O nascimento começa por uma chamada da atenção sobre o peito. A força interior age por uma força centrípeta que desvia a atenção do exterior e da ambiência física. Se o paciente obedece a essa solicitação e a concentra cada vez mais, no sentido interior, achará sua recompensa. Começa a sentir que existe nele alguma coisa oculta de que deve, conscientemente, tomar posse, sob pena de experimentar todas as dores da frustração e da privação. A noção do que pode ser essa "alguma coisa" não é nítida na sua mente, mas tem a intuição de que se trata de um elemento sagrado da alma divina. 

Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Milagre da Graça

O karma sombrio do pecado e da dor com que nos vestimos na maioria, é muito pesado para que o levemos a sós.

Infelizmente, somos criaturas fracas, ignorantes ainda, de humor cambiante, fáceis de desencorajar. É preciso aceitar o fato; ainda somos assim. Somos incapazes de apagar nossas dúvidas intelectuais, de sobrepujar nossas tentações morais ou de resolver dificuldades práticas. 

Não podemos ser impelidos por asas angelicais, da noite para o dia. É preciso ainda que lutemos, a princípio contra nossos vícios, bem conhecidos e em seguida, contra o que pensamos, algum tempo, que fosse virtude. 

Este conflito é inevitável porque a pessoa não abandona facilmente sua empresa. Não temos, pois, necessidade de apoio até o dia em que nos sentirmos bastante fortes para nos levantarmos e conduzirmos nosso fardo. A ajuda nos é necessária. É preciso que alguma coisa maior que nosso eu ordinário intervenha a nosso favor, no complexo jogo da vida.

Isto é verdadeiro para a maioria dos seres humanos.  Mas aqueles dentre nós que começaram a se inquietar na busca do Eu Superior e desejam, ardentemente, alargar sua experiência, têm mais ensejos de melancolia.  É difícil. Muitos dentre nós não são bastante fortes para se disciplinar; a herança kármica pesa-lhes sobre tal modo nas costas, que lhes abafa o anseio de melhorar o caráter.  Ora, a ajuda e a necessidade de simpatia são condições humanas. Nós nos arriscamos a não obter satisfações maiores e plenas, dependendo unicamente de nós mesmos. 

Por outro lado, nossa inteligência é, às vezes, muito pobre para atinar com as verdades metafísicas, quase sempre sutis, em torno das quais se efetua a maior parte de nossas pesquisas.  Por todas essas razões, há lugar na vida, ao lado de nossos esforços, para um esforço divino no sentido do favor, da graça. Se a empresa de obter a capacidade de penetração deve ser iniciada pelo homem, ele não poderá a sós conduzi-la a bom termo. Acontece que um dia, em desespero de causa, lançará um apelo de auxílio ao seu Eu Superior. E esta ajuda se manifestará sob a forma da Graça, se a merecer. 

Paul Brunton
A Sabedoria do Eu Superior

domingo, 1 de outubro de 2017

Tenha compaixão para com os animais!


" Os homens suplicam ao Senhor, com preces lamentosas, por ajuda compassiva ou perdão benevolente e no entanto, nem por um momento pensam neles próprios terem misericórdia para com as criaturas inocentes que são criadas e abatidas para seu proveito.


Quanto mais perto se está da alma das coisas, mais em harmonia se fica com a Natureza. E se, se é verdadeiro com seus instintos, se comerá mais e mais alimentos que apenas a Natureza produz. "



Paul Brunton
O Corpo como um Templo

sábado, 30 de setembro de 2017

Manto da Beleza...

Inesquecível como a descoberta de uma riqueza secreta, foi o dia em que este Eu Superior escolheu dar-se a conhecer a mim. 

Pois eu tinha chegado a uma crise em minha vida e não poderia ir mais longe se esta perturbação no ar com pensamentos ásperos, não fosse posta corretamente da única maneira que poderia ser endireitada.

Muitas são as aventuras e muitos incidentes que me aconteceram desde aquela época, tanto de aflição quanto de bem-estar. Mas agora isto não importa, nem julgo que valha a pena lembrar.
Pois as névoas que jaziam sobre mim começaram a desaparecer, e eu vim a saber que o homem não anda sozinho. O Eu Superior está sempre com ele.

À medida que os anos se desdobravam com as cortinas escuras do futuro, uma estranha aquiescência roubou meu coração quando coloquei minha vida sobre o altar da Obediência e quando cheguei a aceitar cada dia tão livremente, como o nômade errante aceita o deserto impiedoso em que nasceu.

Em seguida, lançou-se um sudário de cuidado que me envolveu e tirou-me do túmulo do desejo insatisfeito. Então eu me envolvi com um manto como seda da beleza velada e secreta, e procurei não deixar que féis de amarguras, nenhuma tempestade de paixão, tocasse-a.

Paul Brunton
Frase extraída do livro: Notebook 08 - Reflections on my Life and Writings.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O Filósofo...

O SANTO: praticou com êxito disciplinas ascéticas e sistemas de vida purificadores com propósitos devocionais.

O PROFETA: escutou a voz de Deus, ouviu e comunicou Suas mensagens de predição, admoestação ou conselho.

O MÍSTICO: experimentou intimamente a presença de Deus enquanto mergulhado interiormente em contemplação, ou teve uma visão da cosmogonia de Deus enquanto concentrado em meditação.

O SÁBIO: obteve os mesmos resultados de todos esses três, acrescentou-lhes um conhecimento da realidade eterna e infinita, e conduziu tudo a uma união equilibrada.

O FILÓSOFO: é um sábio que, além disso, pôs-se a serviço da educação espiritual dos outros.


Paul Brunton.
Ideias em Perspectiva

sábado, 5 de agosto de 2017

O que é o Eu Superior?


Há muita confusão na compreensão sobre o que acontece com o ego ao atingir o objetivo final. 


Alguns acreditam que a consciência cósmica se desenvolve neles com uma inteligência onisciente e um sentimento de estar em toda parte. 

Eles consideram isso como a unidade com o universo inteiro. Outros afirmam que há uma perda total do ego, uma destruição total do eu pessoal.

Não – essas são noções confusas do que realmente ocorre. O Eu Superior não é uma entidade coletiva como se fosse composta por um número de partículas. 

O iluminado se relaciona com os outros seres humanos através da iluminação, não por estar em união com eles, mas apenas com compaixão; não em identificação psíquica com eles, mas em harmonia psíquica. Ele ampliou a área de sua visão e vê a si mesmo como uma parte da humanidade. 

Mas isso não significa que ele tornou-se consciente de toda a humanidade como se fosse ele próprio. A verdadeira unidade é com o seu próprio eu mais elevado e indestrutível. 

É, entretanto, com uma individualidade superior, não com uma cósmica e é, entretanto, com o seu próprio eu e não com o resto da humanidade. A unidade com eles não é nem mística nem praticamente possível. O que nós descobrimos é descoberto por um aprofundamento da consciência, não por um alargamento da mesma. 

Por isso, não é tanto um eu mais amplo, mas um mais profundo que ele tem que encontrar primeiro.

Paul Brunton
O Caminho Breve


terça-feira, 11 de julho de 2017

Mente-do-Mundo

É por meio de processos kármicos que agem mutuamente que esse universo pôde manifestar-se. A Mente-do-Mundo não produz imagens gerais do mundo por um decreto arbitrário, e sim pela continuidade natural dessas imagens como resultado de todas as que existiram anteriormente. 

Elas são a continuação de todas as imagens do mundo de que se tem lembrança que apareceram anteriormente, porém modificadas e desenvolvidas por meio de sua própria mútua interação e evolução, e não pelo de­creto caprichoso de um Deus humanizado. 

A Mente-do-Mundo cria o universo pensando nele de forma construtiva, mas não arbitrária. Os pensamentos surgem espontaneamente regidos por uma estreita lei kármica e evolutiva. Deve-se enfatizar que de acordo com essa perspectiva o universo constitui um sistema autopropulsor, embora seja preciso igualmente compreender que o sistema em si depende da Mente-do-Mundo para a continuidade de sua existência e ininterrupta atividade.

Todas as forças kármicas e formas-pensamento levam avante suas mútuas atividades, entrelaçam-se, interagem e evoluem espontaneamente na presença da luz do Sol. Mas é a essa presença que elas devem seu sustento e sua existência.


Paul Brunton
O Que É O Karma?


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma única luz...

Uma única luz se reflete em um milhão de fotos, cada uma diferente das demais. Uma única Mente-do-Mundo reflete-se em um milhão de pessoas, cada uma diferente de todas as outras. E assim como os objetos no universo passam a existir pelo poder do karma, o mesmo acontece com as pessoas. 

A nova criatura emerge na existência universal da mesma maneira que uma nova coisa, ou seja, trazendo para o presente toda a antiga bagagem kármica que, por sua vez, é o resultado de uma existência ainda anterior. O indivíduo e o mundo surgem juntos no mesmo momento vindos de um passado que os acompanha. 

Seus karmas estão associados aos da existência universal e não aparecem de forma separada ou subsequente. Ambos entram em atividade sincronicamente. Quando a energia da Mente-do-Mundo se manifesta, ela adquire um caráter duplo e tanto o universo quanto as pessoas nascem ao mesmo tempo. 

O universo não se manifesta antes, nem os indivíduos, mas ambos conjuntamente. Colocando as coisas de outra maneira, quando as ondulações do karma se propagam pela Mente-do-Mundo, elas se deslocam ao mesmo tempo pelo universo e pelo indivíduo e atuam da mesma maneira.

Paul Brunton
O Que É O Karma?

domingo, 9 de julho de 2017

Libertar-se das mágoas!

A quietude da mente só poderá instalar-se se pagarmos um preço por ela, e parte desse preço é nos libertarmos da excessiva dependência das coisas externas.

A mente precisa livrar-se de ansiedades e preocupações em vez de entregar-se a elas em impotente submissão. Isso servirá para invocar as forças protetoras e com elas colaborar.

Toda a mágoa que nutrimos com relação a outras pessoas deve ser banida. Devemos dar amor, seja ele retribuído ou não, e devemos dá-lo igualmente aos fracos e aos fortes. 

Uma rica compensação interior aguarda os que são capazes de perseverar nessa atitude.


Paul Brunton
O Que É O Karma?

sábado, 8 de julho de 2017

Entregue-se ao Eu Superior!

Resolva todos os assuntos da melhor maneira e, então, entregue o resultado ao destino e ao Eu Superior.

De qualquer modo, não há nada mais a fazer. Você pode modificar seu destino, porém certos acontecimentos são inevitáveis, porque o mundo não nos pertence, mas sim a Deus. 

Você não pode saber antecipadamente quais são esses acontecimentos, portanto precisa agir de forma inteligente e intuitiva; mais tarde, você poderá descobrir quais são esses acontecimentos e aceitá-los. 

Não importa o que possa ocorrer, o Eu Superior estará presente e o ajudará a passar pelas dificuldades. Tudo o que acontece no que diz respeito à sua vida material acontece ao seu corpo, não ao seu verdadeiro Eu.

O pior é quando outras pessoas dependem de você. Mesmo assim, você deve aprender a confiá-las aos cuidados amorosos do Eu Superior, em vez de tentar colocar toda a carga sobre seus próprios ombros. Se ele pode cuidar de você, pode cuidar deles também.


Paul Brunton
O Que É O Karma?




domingo, 25 de junho de 2017

Amar o próximo como a si mesmo?

O que Jesus quis dizer quando ele ordenou a seus discípulos para amar o próximo como a si mesmo?
Ele quis dizer em um atitude sentimental, emocional e bem-conhecida que as igrejas ensinam?

Como poderia ele quando, para se tornar o que era, ter uma vez que odiar e se afastar dessa parte de si mesmo, da parte inferior – isto é, do ego e da natureza animal – que é principalmente o que o próximo mostra?

Se seus discípulos fossem ensinados a odiar e a não amar seus egos, como eles poderiam adorar a humanidade dominada pelo ego em meio à qual eles se encontravam?


A injunção “Ama o teu próximo” muitas vezes levou à confusão nas mentes daqueles que a ouviram ou leram, uma confusão que obrigou muitos a lhe recusarem ou a aceitá-la. E estes são os que não entendem o seu significado, mas o interpretam de maneira errada para expressar “Como a teu próximo! ” O significado correto dessa injunção ética antiga é “ Pratique a compaixão em seu comportamento físico e exerça boa vontade em sua atitude mental em relação ao seu próximo. ” Todo mundo pode fazer isso mesmo quando não se consegue como a si mesmo. Portanto, esta liminar não é totalmente impraticável, como alguns acreditam, mas pelo contrário.


Quem imagina que isso significa o desenvolvimento de um sentimento muito sentimentalista, condição altamente emocional, está confuso; as emoções desse tipo podem facilmente oscilar em seus opostos de ódio ou permanecer o que são. Isso não é amor, mas a máscara dele. A sentimentalidade é o mero pretexto da compaixão. Ela se quebra quando é colocada sob tensões, enquanto que a compaixão genuína continuará sempre e nunca será cancelada por elas.


O verdadeiro amor para com o próximo deve vir de um nível superior ao emocional e esse nível é o intuitivo. O que Jesus quis dizer foi, “ Venha para dentro de uma realização tão intuitiva do poder Infinito do qual você e seu próximo desenham suas vidas, que você perceberá a harmonia dos interesses, a interdependência da existência que resulta desse fato.” O que Jesus quis dizer, e o que ele poderia ter significado, foi indicado pelas últimas palavras de sua injunção, “como a ti mesmo.” O eu que eles reconheceram ser o verdadeiro era o eu espiritual, que eles deveriam buscar e amar com todas as suas forças – e foi isso, não o ego frágil, que eles também estavam amando em outros. A qualidade da compaixão pode facilmente ser mal interpretada como simples sentimentalismo ou mera emoção. Não está essas coisas em tudo. Eles podem ser tolos e fracos quando escondem a verdade sobre si mesmos das pessoas, considerando que uma compaixão verdadeiramente espiritual não tem medo de falar a verdade, não tem medo de criticar tão rigorosamente quanto necessário, ter a coragem de apontar falhas, mesmo com o custo de ofender aqueles que preferem viver em autoengano. A compaixão mostrará a deficiência dentro de si, que por sua vez se reflete fora de si como destino maléfico.


Quando o adepto vê aqueles que sofrem com os efeitos de sua própria emoção desgovernada ou com paixão e desejo descontrolados, ele não afunda com as vítimas nas emoções, paixões e desejos, mesmo que ele se sinta auto-identidade com eles. Ele não pode permitir que tais sentimentos entrem em sua consciência. Se ele não encolher de seu próprio sofrimento, é pouco provável que o adepto irá encolher a partir dos sofrimentos dos outros. Consequentemente, não é provável que a simpatia emocional que surge no coração do homem comum à vista do sofrimento surja exatamente da mesma maneira no coração do adepto. Ele realmente não se considera além disso. De um modo curioso, tanto eles como ele são parte de uma única e mesma vida. Se ele não se compadece por seus próprios sofrimentos do modo egoísta e emocionalmente habitual, como ele pode ter pena dos sofrimentos dos outros do mesmo jeito? Isso não significa que ele se tornará frio e indiferente com eles. Pelo contrário, o sentimento de identificação com o seu ser íntimo só iria evitar isso; mas isso significa que a piedade que surge dentro dele tem uma forma diferente, uma forma muito mais nobre e verdadeira porque a agitação emocional e a reação egoísta estão ausentes. Ele sente para com os sofrimentos dos outros, mas nunca se deixa perder neles; assim como ele nunca está perdido com medo ou ansiedade por seus próprios sofrimentos, para que não se perca nas emoções ou nos sofrimentos dos outros. A calma com que ele se aproxima de seus próprios sofrimentos não pode ser abandonada porque ele esteja se aproximando dos sofrimentos de outras pessoas. Ele comprou essa calma a um preço alto - é muito preciosa para ser jogada fora por qualquer coisa. E porque a pena que ele sente em seu coração não é misturada com emocionalismo ou medo pessoal, sua mente não é obscurecida por essas excrescências, e é capaz de ver o que precisa ser feito para aliviar os sofredores muito melhor do que uma mente obscurecida poderia ver. Ele não faz uma demonstração de sua piedade, mas sua ajuda é muito mais eficaz do que a ajuda daqueles que o fazem.


O ideal altruísta é configurado para os aspirantes como um meio prático de usar a vontade e reduzir o egoísmo e esmagar sua mesquinharia. Mas essas coisas devem ser feitas para treinar o aspirante a entregar seu eu pessoal ao seu eu superior, não em fazê-lo subserviente a outras vontades humanas. A primazia de propósito deve ser dada à autorealização espiritual, não ao serviço social. Isto acima de todos os outros objetivos é o que deve ser mantido mais perto de seu coração, e não de se intrometer nos assuntos dos outros. Só depois que se participa de forma adequada – e até certo ponto com sucesso – dos problemas em si mesmo, se pode ter o direito de procurar ou interferir nos problemas de outras pessoas.


Isso não significa, no entanto, que ele se torne estreitamente auto-centrado ou inteiramente egoísta. Pelo contrário, o desejo de conferir felicidade e a vontade de buscar o bem-estar da humanidade deve ser objeto de solene dedicação em todas as etapas cruciais, todas as horas inspiradas, de sua busca. Mas a prudência e a sabedoria o levaram a esperar por um esforço altruísta mais ativo até que se tenha levantado para um nível mais alto, onde encontrou sua própria força interior, conhecimento e paz, e aprendeu a ficar inabalável pelas tempestades, paixões, desejos e ganância da vida comum.


Por isso, é melhor para o iniciante manter consigo mesmo qualquer pretensão de altruísmo, permanecendo silencioso e inativo sobre eles. A dedicação pode ser feita, mas deve ser feita no segredo do coração mais íntimo. Melhor do que falar sobre isso ou ter atividade prematuras sobre isto, é a atenção na obra de purificação, de seus sentimentos, motivos, mente e ações.


Assim como a palavra compaixão é muitas vezes confundida com um sentimento tolo e fraco, então as palavras “sem egoísmo”, “altruísmo” e “autoconfiança” são igualmente confundidas com o que não são. Muitas vezes se pensa que a não separação dos outros indivíduos é a entrega de nossos direitos pessoais a outros indivíduos, ou a anulação do dever a nós mesmos por causa do serviço a outras pessoas. Isso muitas vezes é errado.


O significado filosófico do egoísmo é essa atitude de separação não de outro indivíduo no mesmo nível imperfeito como nós mesmos, mas a partir de um poder de vida universal que está por trás de todos os indivíduos em um nível mais profundo do que todos eles. Estamos separados dessa mente infinita, quando permitimos que o ego pessoal nos governe, quando permitimos que o eu pessoal impeça o único ser universal de entrar em nosso campo de conscientização. O pecado está em separar-nos da consciência desse poder mais profundo e de um ser mais profundo que está na própria raiz de todos os eus.


Paul Brunton
Notebook 5 Emotions & Ethics - The Intellect 


sábado, 24 de junho de 2017

" Aquele que quiser me seguir, que negue a si próprio "

O lugar onde você se encontra, as pessoas que o cercam, os problemas que enfrenta, os acontecimentos do momento — tudo tem um significado especial para você. Ocorrem segundo a lei da recompensa e segundo as necessidades específicas de seu crescimento espiritual. Estude-os cuidadosamente, mas de maneira impessoal, sem deixar que o ego interfira, e aja de acordo com isso. 

Será difícil e talvez mesmo desagradável, porém constitui a maneira correta de resolver todos os seus problemas. Foi isso que Jesus quis dizer quando afirmou: "Aquele que quiser me seguir, que negue a si próprio, pegue a sua cruz de cada dia e siga-me". Essa é, no verdadeiro Cristianismo, a crucificação do ego e que conduz diretamente à ressurreição na realidade do Eu Superior. Considere sua pior e mais irritante dificuldade como a voz de seu Eu Superior. Tente ouvir o que Ele diz. 

Tente remover os obstáculos que Ele aponta em você. Considere essa prova, essa situação específica como algo da maior importância para o seu crescimento espiritual. Quanto mais esmagadora ela for, mais esforço estará sendo feito para aproximá-lo do Eu Superior. Em qualquer momento de sua vida, por meio de um acontecimento, situação ou contato com outra pessoa, a Inteligência Infinita lhe oferece os meios de crescimento, bastando você sair de sua rotina egoísta e aceitá-los.

Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise


A natureza humana é frágil; a sua não é uma exceção. Contudo, se você estiver abalado por suas falhas, se a angústia resultante for redobrada pelo fato de seu erro ser irreparável, será que não há nada mais a fazer a não ser entregar-se a um profundo desespero? 

A resposta verdadeira é mais auspiciosa do que essa: "Se tiver paciência, enquanto cultiva a humildade e silencia o orgulho do ego, poderá ver-se livre de antigas fraquezas e superar erros passados". Esse seria o primeiro estágio de sua nova atitude; no estágio seguinte, você poderia, pelo menos, repassar os acontecimentos do passado e alterá-los em pensamento. 

Teria, então, a possibilidade de mentalmente corrigir as decisões erradas e modificar as ações impulsivas ou precipitadas. Colheria, assim, os frutos de lições aprendidas com muito sofrimento.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Para o Eu Superior e seu divino poder!


Para passar de um negro desespero a uma paz curadora é preciso começar a aprender a "desprender-se". Isso pode se referir a deformadas imagens do passado, a difíceis condições do presente ou a desagradáveis antecipações do futuro. Para onde, então, pode aquele que sofre se voltar? Para o Eu Superior e seu divino poder.



O mesmo poder que o trouxe até aqui, certamente o conduzirá na próxima fase de sua vida. Você deveria confiar nisso e colocar de lado qualquer ansiedade, como um passageiro que viaja num trem e, em vez de carregar sua bagagem, coloca-a no chão do trem, deixando que ele a leve. A bagagem representa os esforços pessoais de planejar, organizar e moldar o futuro dominado pelo desejo e apego. Isso é como insistir em carregar a própria bagagem. O trem representa o Eu Superior ao qual você deveria entregar seu futuro. Viva na Paz Interior, livre de expectativas, desejos, ansiedades e preocupações.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise
Sejam quais forem as nuvens mentais e emocionais que o dia possa trazer-lhe, não as detenha; deixe-as passar. Isso pode parecer uma façanha sobre-humana, mas torna-se possível quando você as transfere para o poder superior.


Seus problemas podem por vezes deixá-lo com uma sensação de frustração e derrota. Isso é natural. Significa apenas que uma situação difícil está sendo imposta a você pelo destino. Você deveria avaliar isso filosoficamente como uma indicação geral da impossibilidade de satisfação da vida na Terra, no sentido budista. Nesse caminho você se defronta com todo tipo de vicissitudes e altos e baixos, em parte para lhe mostrar claramente que a realidade interna é o único valor imutável e assim obrigá-lo a se empenhar na Busca, e em parte para revelar suas qualidades latentes. Mas as provas não irão além do que você pode suportar.



Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aberturas para a Graça Divina

Quando deixar de acreditar em suas próprias virtudes e mesmo em sua própria capacidade, a ponto de
se desesperar, você estará pronto para orar da forma correta e a aprender a depender totalmente da Graça do Eu Superior.

Quando tiver reconhecido que o mal em você e nas outras pessoas é tão arraigado e tão forte que não há nada que possa fazer, você terá que se voltar para esse Poder. 

Quando deixar de acreditar em sua própria natureza humana e não mais se ativer a projetos pessoais, então você terá realmente abandonado o ego. Isso lhe trará a possibilidade de se abrir para a Graça.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

quarta-feira, 21 de junho de 2017



E preciso muita coragem para enfrentar a vida, todavia não devemos nos esquecer da necessidade de ter muita humildade diante do Criador.



Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Afirmações por Paul Brunton

" Em meu eu real, sou forte, feliz e sereno. "

" Infinito Poder, sustenta-me! Infinita Sabedoria, ilumina-me! Infinito Amor, enobrece-me! "

" Possa eu cada vez mais cooperar com o Eu Superior Possa eu de forma inteligente e com obediência fazer sua vontade. "

" Coopero alegremente com o propósito superior da minha vida. "

" Em meu eu real, a vida é eterna, a sabedoria é infinita, a beleza é imperecível e o poder é inesgotável. Apenas a minha forma é humana, pois a minha essência é divina. " 

" Em qualquer situação, permaneço calmo e peço ao Intuitivo que me guie. "

" Olho para além das dificuldades do momento, para a eterna paz do Eu Superior. "

" A Paz de Deus."

" Vivo na serenidade do Eu Superior. "


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

domingo, 18 de junho de 2017

Quando o sofrimento provoca abatimento, ele está apenas cumprindo o seu papel. É uma parte do lugar que ele ocupa no esquema das coisas, levando o indivíduo à consciência de que sob os doces prazeres do mundo há sempre dor. 

Porém, se essa reflexão parasse por aí, estaria apresentando apenas meia verdade. A outra metade, bem mais difícil de perceber, é que sob os aparentes sofrimentos, dos quais ninguém escapa, existe uma enorme harmonia, m imenso amor, uma paz inimaginável e uma força cósmica.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

sábado, 17 de junho de 2017



Há uma perfeita relação entre a impressão que causamos nos outros e o domínio que adquirimos sobre nós mesmos. A intensidade dessa impressão depende do grau desse domínio. Além disso, nosso poder sobre o mundo exterior será proporcional ao poder que adquirimos sobre nossa própria natureza.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ambas são necessárias

Para conseguir essa força e obter essa sabedoria, você deve, paradoxalmente, seguir dois caminhos opostos. Primeiro, deve, todos os dias, afastar-se completamente de suas atividades e observá-las de forma analítica e impessoal. Depois, deve mergulhar nessas atividades e utilizá-las como trampolim para alcançar níveis mais elevados. Por isso se diz que nem a meditação, nem a ação são suficientes. Ambas são necessárias a você e uma não dispensa a outra. A meditação inspira e aspira. A ação expressa e testa.




Aquele que possui o poder, mesmo que reduzido, de ajudar os outros não pode imaginar onde essa ajuda irá parar. Se ela trouxer algum benefício para alguém que você conhece, essa pessoa poderá, por sua vez, ajudar outra e assim por diante, em ondas que se propagam continuamente.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A ilusão da separatividade

O mal surge apenas quando um ser perde-se na ilusão da separatividade e do materialismo e entra, então, em conflito com outros. 

Não há um princípio definitivo e eterno do mal, mas existem forças do mal, entidades invisíveis que se extraviaram e que são tão poderosas em si mesmas que trabalham contra a bondade, a verdade e a justiça. Porém, por sua própria natureza, tais entidades estão fadadas à destruição; e mesmo seu trabalho de oposição, no final, é utilizado para o bem, tornando-se a força de resistência contra a qual a evolução testa suas próprias obras, a pedra na qual ela afia nossa inteligência, o espelho no qual ela aponta nossas falhas.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Seja tolerante!

Ser tolerante para com os que têm crenças e opiniões diferentes — o suficiente para entender quais são e o porquê delas — exige a capacidade de desapegar-se temporariamente das próprias crenças. 

Naturalmente, isso não deve, de maneira nenhuma, ser feito rejeitando-as, mas apenas deixando-as onde estão, enquanto você se põe no lugar do outro a fim de entender seu ponto de vista. 

Tal capacidade não pode ser adquirida sem suficiente humildade e ausência de egoísmo, tornando assim possível que se acolha, mesmo que por um único segundo, um ponto de vista que nos desagrada.

Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

terça-feira, 13 de junho de 2017

Porque o sofrimento...

Calmamente reconheça que o sofrimento tem sua parte na tarefa de manifestar o plano divino, que as pessoas têm lições a aprender por meio dele que de outra forma não aprenderiam, e que esse sofrimento deveria, em tais casos, ser recebido com compreensão em vez de sentimentalismo neurótico. 

Encare o fato de que muitas pessoas não aprenderão por meio da razão, intuição ou ensinamento e que ninguém pode libertá-las de seus sofrimentos a não ser elas mesmas. Qualquer outro tipo de libertação é falso. Muitos podem conseguir isso hoje e ver a mesma condição retornar amanhã. 

Em certas situações que exigem decisões firmes, você não deveria, por exemplo, demonstrar injustificável fraqueza acreditando estar sendo tolerante, nem submeter-se ao egoísmo anti-social supondo estar sendo amoroso, nem abandonar suas maiores responsabilidades sob pretexto de manter uma paz falsa e superficial com a ignorância que o cerca, nem passivamente aceitar um erro flagrante com a justificativa de que a vontade de Deus deve sempre ser aceita.

Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Em Crise

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Aagarre-se à fé na real existência do Eu Superior!

Por mais difíceis que possam ser as circunstâncias de sua vida material, agarre-se à fé na real existência do Eu Superior, e acredite que se você buscar Sua orientação, Ele o conduzirá à mais sábia solução para seu problema. 

Isso nem sempre, e não necessariamente, significa que você deva interromper seus esforços pessoais. Pelo contrário, você deveria usar o máximo de seu raciocínio e julgamento e também consultar outros com mais experiência ou habilidade que você. Mas, depois de fazer o que estiver ao seu alcance, deveria entregar seu problema ao Eu Superior. 

Você deve provar que realmente o entregou, livrando-se da ansiedade no que diz respeito ao resultado. Deve ter confiança de que o poder mais alto, que está sempre com você, pode suprir suas necessidades. Deve também ser bastante paciente para esperar e corajoso para aceitar uma solução que contrarie seu egoísmo. Então, uma ajuda externa, ou uma orientação interna ou ainda uma resposta para o seu problema surgirá.


Paul Brunton 
Meditações Para Pessoas Em Crise

domingo, 11 de junho de 2017

O sábio

O homem sábio tem consciência de que o sofrimento tem sido essencial para seu desenvolvimento e o tem ajudado a aprender certas lições. Portanto, quando outros passam pela mesma experiência, ele não se preocupa tanto em afastar deles o sofrimento, mas sim em possibilitar que dele extraiam a lição necessária. 

Seria ilógico aplicar esse conhecimento ao próprio caso, e não utiliza-lo quando se trata de outras pessoas. Se o sentimentalista diz que, por ter pena dos outros, não deseja que sofram, essa é uma razão a mais para desejar que não sofram cegamente.

Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Que Decidem

Mesmo os problemas podem tornar-se instrumentos de auto-aprendizado e algum tipo de benefício é obtido com a experiência. Isso, contudo, só poderá acontecer, mais fácil e rapidamente, se a decisão de aprender e uma correspondente entrega do ser estiverem presentes. É então que o assim chamado mal é transformado no assim chamado bem.



Por vezes, o karma nos impõe provas e sofrimentos nada agradáveis de suportar. Não obstante, eles têm algo a nos ensinar — mesmo que seja a velha lição de precisarmos encontrar uma vida interior mais satisfatória para compensar a transitoriedade e as vicissitudes da vida externa. Não podemos evitar essas provas enquanto vivermos sobre a Terra, porém podemos ter a esperança de compreendê-las e, eventualmente, até dominar as reações mentais a elas. Então, encontraremos paz e sabedoria.


Paul Brunton
Meditações Para Pessoas Que Decidem

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um frase de Paul Brunton diariamente!

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Dúvidas, problemas ou sugestões, não hesite em me contatar.

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Blog Diário sobre Paul Brunton.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

PBPF BRAZIL

Queridos visitantes!

Recentemente o site PBPF Brasil foi construído! Ele é dedicado a transmitir todas as informações sobre PB e sua obra em português.

Faço convite a que todos visitem este Portal. Sua presença é sempre bem-vinda e importante.

Visitem, participem:




segunda-feira, 22 de maio de 2017

"Quando somos colocados face a face com as consequências de nossos erros, gostaríamos de evitar o sofrimento ou, pelo menos, diminuí-lo. 

É impossível afirmar com precisão até que ponto isso pode ser feito, pois depende em parte da Graça, porém depende também em parte de nós mesmos. 

Podemos contribuir para modificar, e algumas vezes até mesmo eliminar as consequências negativas, se tivermos a determinação de tomar atitudes opostas. 

Primeiro, temos que absorver profundamente as lições ensinadas por nossos erros. Não devemos culpar nenhuma outra pessoa ou coisa a não ser nós mesmos, nossas próprias fraquezas morais e nossas enfermidades mentais, não dando nenhuma oportunidade de nos auto-iludirmos. Devemos sentir toda a dor do remorso e cultivar pensamentos constantes de arrependimento. Em segundo lugar, devemos perdoar as faltas que outras pessoas tenham cometido contra nós, para que possamos ser perdoados. Isso significa que não devemos ter nenhum sentimento negativo em relação a nada nem a ninguém, quaisquer que eles sejam. Terceiro, devemos refletir constantemente sobre o que conduz à direção oposta a de nossos erros e agir de acordo. Quarto, devemos nos comprometer por um voto sagrado a tentar nunca mais cometer as mesmas faltas. Se realmente cumprirmos essa promessa nós, com frequência, a traremos para a mente e a memória, renovando-a e mantendo-a sempre viva e presente. Tanto a decisão de não repetir o erro quanto o compromisso assumido devem ser tão intensos quanto possível. Quinto, se houver necessidade, e se quisermos fazê-lo, podemos orar para o Eu Superior invocando sua Graça e perdão com relação a essa questão; porém, não devemos nos valer de uma oração como essa de forma leviana. Ela só deveria ser feita por inspiração de um profundo impulso interior e sob a pressão de uma situação externa difícil."


Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem


domingo, 21 de maio de 2017



"Tratar realidades desagradáveis, sem incluí-las na visão de mundo do indivíduo, conforta mas ao
mesmo tempo ilude a pessoa. Nenhum dos grandes profetas como Jesus e Buda negou a existência da doença, a realidade da dor ou o significado do sofrimento no cosmos. Não — eles reconheceram que elas fazem parte da vida humana, mas compadeceram-se dos que sofrem e lhes ofereceram conforto interior, baseado na verdade e na realidade."



Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

sábado, 20 de maio de 2017

"Por que sentir ressentimento e amargura diante da perda? 

Por que não ser grato pelos bons momentos vividos e por ter a lembrança, que não se apaga, de tais momentos? 

Por que não considerar como sendo suficiente você ter experimentado essa felicidade, ainda que por um breve período, quando pela casualidade da vida ela poderia nem mesmo ter ocorrido? 

Por que não receber humildemente as dádivas do destino, sem tentar possuí-las, agarrando-se a elas com excessiva avidez?




Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

sexta-feira, 19 de maio de 2017




"É preciso ter fé, e alguns de nós até mesmo a certeza de que, se tivesse sido possível imaginar um universo melhor, a infinita sabedoria da Mente-do-Mundo assim teria feito. Não podemos acreditar em Deus sem aceitar também o universo de Deus."




Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

quinta-feira, 18 de maio de 2017


"Uma doença prolongada é uma grande prova. O fato de uma pessoa ser forçada a suportar uma vida de infindável sofrimento certamente a levará a perceber que a vida humana proporciona pouca ou nenhuma real satisfação ou felicidade, e que é necessário buscá-la em algo superior, na verdadeira Vida Espiritual ou em Deus. Em algum lugar, em algum momento, essa necessidade encontrará uma resposta."




Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Torne o seu fardo mais leve

"Há certos momentos nos quais uma intensa tristeza ou uma profunda desolação invadem o coração.

E então que os desejos perdem temporariamente a força, as posses perdem o seu valor, e até a própria existência perde a sua realidade. Você parece estar do lado de fora de um mundo frenético, cujas figuras se movem rapidamente de um lado para outro como personagens irreais numa tela de cinema. 

O pior de tudo, talvez, seja o fato de a atividade humana parecer sem sentido, a vida tornar-se uma tragicomédia inútil, um caminhar sem saber para onde, um insano soar de instrumentos sem que nenhuma música seja criada, uma inutilidade sem fim. E aí, então, que a ideia de suicídio poderá surgir em sua mente e você precisará de todo o seu equilíbrio para não pôr fim à própria vida. 

Todavia, esses momentos sombrios são imensamente preciosos, pois podem colocar seus pés firmemente no caminho superior. Poucos percebem isso; a maioria se lamenta. A autodestruição para a qual você é compelido por essa terrível experiência não é o próprio ato físico em si, mas algo sutil — um suicídio do pensamento, da emoção e da vontade. 

Na verdade você está sendo chamado a morrer para o ego, a retirar de sua vida desejos e paixões, ódios e ambições e a aprender a arte de viver em total independência das coisas externas e em total dependência do Eu Superior. E era a isso que Jesus se referia quando disse: "Aquele que perder sua vida a encontrará". Assim, as dores da vida na Terra não são mais do que meios transitórios para se chegar à eternidade, um processo pelo qual temos de aprender como ampliar a consciência para ir do eu pessoal ao Eu Superior."


Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem





terça-feira, 16 de maio de 2017

"Diante de situações de extrema agitação, lembre-se de permanecer calmo. Quando em presença do feio, pense no belo. Quando outros manifestarem sua animalidade e brutalidade, demonstre refinamento e bondade. E, o que é mais importante, quando tudo a seu redor parecer negro e sem esperança, lembre-se de que nada pode extinguir a luz do Eu Superior e de que ela irá brilhar novamente, tão certo como a primavera sucede ao inverno."


Paul Brunton

Meditações para Pessoas Que Decidem


"A Mente-do-Mundo (Deus) não pode ser separada de qualquer ponto do universo. Está presente em cada lugar, em cada criatura, agora, neste exato momento. Ninguém deve pensar que está excluído, separado ou distante da divina fonte de seu próprio ser. Isso é tão verdadeiro nas horas de tristeza como nas de alegria."




Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

segunda-feira, 15 de maio de 2017




"Você pode ser suavemente tocado por essa beleza da natureza que o faz parar e olhar atento, que o faz permanecer quieto por algum tempo, admirando o cenário, até que, de tão absorvido, se perca nele. O ego e seus interesses desaparecem. Sem se dar conta, você se aproxima da maravilhosa paz do Eu Superior."





Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

domingo, 14 de maio de 2017








"Quando estiver triste, dirija-se a uma floresta silenciosa a fim de receber conforto sem palavras."



Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

sábado, 13 de maio de 2017





"Quando você estiver em grande dificuldade, para a qual nenhuma voz humana pode trazer consolo, volte-se, então, para a natureza. Nos silenciosos bosques, nas margens dos rios, no panorama que se avista do alto das montanhas, você pode encontrar pelo menos um pouco daquilo que não pode ser encontrado em nenhum outro lugar."






Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

sexta-feira, 12 de maio de 2017



"O homem sensível, quando angustiado, procura com frequência, se as circunstâncias permitirem, voltar-se para a natureza, dirigindo-se a um bosque, a uma floresta, a um parque ou até mesmo a um pequeno jardim, seja para mudar de ambiente, seja para refletir sobre sua situação. Por quê? Esse é um ato instintivo. Ele necessita de ajuda, de esperança, conforto, orientação e paz. O impulso é verdadeiro, é uma resposta a uma orientação de seu Eu Superior."




Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem

quinta-feira, 11 de maio de 2017





"Sentar-se na grama no topo de um rochedo, olhando para a vastidão do mar, e então deixar que a mente se esvazie de todos os problemas é uma experiência que traz serenidade. A medida que os minutos passam, o equilíbrio é restaurado e a paz se instala."





Paul Brunton
Meditações para Pessoas Que Decidem