quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Uma carta de P.B. a P.B.



(1) Não é a tirania do ego que deve, acima de tudo, ser removida — embora esta seja uma parte necessária do Grande Trabalho — nem é para se arrancar o ego pela raiz e matá-lo para sempre — embora o velho eu precise render-se à nova pessoa na qual têm que se transformar. Não — que ele viva e cumpra seu trabalho cotidiano, mas somente como um ser purificado, como um caráter enobrecido ou mente aquietada, como um homem iluminado — em suma, um novo ego representando o que há de melhor na criatura humana. Ele ainda será um "eu", mas um "eu" em harmonia com o Eu Superior — um termo que deve ser mantido e não descartado. Portanto, não ataque o ego em seus escritos, como tantos fazem, mas eleve-o a mais alta possibilidade.

(2) O número de instrutores aumenta diariamente, e eles pedem a outras pessoas que os sigam. Os ensinamentos se multiplicam e os livros sobre eles também. Não se preocupe com isso. Deixe que façam seu trabalho, extremamente necessário. Mas você precisa entrar num ritmo novo e diferente, e dizer a todos que queiram ouvir, que não precisam sentir-se desamparados, perdidos ou sem esperança por não encontrarem ninguém que fale a seus corações ou a suas mentes. A eles pede-se apenas que sigam o Deus dentro de si mesmos, pois "o Reino dos Céus está dentro de você". P.B. — transmita esta mensagem com todo respeito e honra aos instrutores de hoje e do passado. É preciso lembrar aqueles que se sentem sozinhos nessa área ou que só conseguem caminhar longe dos grupos num caminho independente, que existe um Deus dentro deles, que pode guiá-los e ajudá-los, caso se voltem para Ele. 

Paul Brunton.
Notebook V.2