sábado, 30 de abril de 2016

Filosofia

Um homem pode não chegar a compreender por que as coisas devem ser como são; talvez lhe seja preciso deixar o enigma não solucionado; mas isso não interfere, necessariamente, na sua atitude prática.  Desenvolvem-se os seus músculos morais todas as vezes em que ele resiste ao mal e o vence. 

A Filosofia não estimula o malfeitor a persistir em seu curso mal orientado. Pelo contrário, adverte-o de que o sofrimento o espera e de que não conhecerá a paz enquanto não se arrepender. O reconheci-mento da vontade divina por detrás das coisas não conduz, nem se deve permitir que conduza, quem quer que seja a uma atitude irresponsável para com a vida nem a uma conduta letárgica. 

Quando pensamentos destrutivos oprimem os sentimentos de um homem e lhe obcecam a mente a ponto de torná-lo nocivo aos seus semelhantes, corre à sociedade a obrigação de tomar medidas preventivas contra ele. A concepção pessimista que sufoca a iniciativa, aquiesce na imoralidade e induz homens atormentados a se contentarem com o seu fado, pode servir para confirmar-lhes os atormentadores em suas malfeitorias. Dessa maneira, fomentará o crime e aumentará o mal do mundo.

Paul Brunton
A Realidade Interna


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