quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Erros passados

A lei do karma é a única que poderá de certa forma justificar certos flagelos da existência que de outra forma têm de ser encarados como lamentáveis produtos do acaso puro ou como injustas determinações de uma Divindade arbitrária. 

Sem o karma nós somos obrigados a abandonar tais problemas em desespero de causa, encarando-os como simples peças de um insolúvel quebra-cabeça. 

O bebê nascido cego, a criança criada num imundo cortiço, o jovem esfomeado que luta em vão por um lugar ao Sol, a mulher de meia-idade cujo casamento fracassou, o velho arrimo de família que sucumbe sob as rodas de um caminhão — essas são tragédias que fazem a vida parecer ou um simples jogo de azar ou um malsinado joguete nas mãos de um Deus impiedoso.

O karma, contudo, confere um aspecto mais racional a todos esses enigmas, considerando-os como o desfecho de atos errôneos anteriormente perpetrados, tanto na mesma existência quanto numa encarnação anterior. 

Com isso responde a um profundo anseio do coração humano por uma justiça mais equânime na vida.

Paul Brunton

(A Sabedoria Oculta Além Da Ioga)

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