terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Corrigir e não se submeter

"Quando afirmamos que o karma é o que ocultamente governa o destino da humanidade e que essa força não pode ser seu árbitro final, não estamos necessariamente afirmando que se pode prescindir dessa força em favor de uma ética de não-violência... 

O sábio não aceita a doutrina mística da não-violência por várias razões filosóficas. A principal delas, contudo, é o fato de ele não desejar apoiar a má ação de quem a pratica e tampouco desejar suavizar o caminho deste, encorajando assim o mal, ou ser parcial com relação a ele. 

A dócil submissão à vontade de um agressor fará com que ele acredite que seus métodos compensam, ao passo que uma resistência determinada interrompe sua trajetória descendente, desperta dúvidas e até mesmo serve de instrução caso ele venha a sofrer uma punição."


Paul Brunton
(O que é o Karma?)

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